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Viaje pela Côte de Beaune, terra dos vinhos brancos mais elegantes e finos do mundo.

Bonjour!

Hoje vamos viajar para a Borgonha, percorrer a famosa Côte de Beaune! E antes de alugarmos um carro e percorremos a estrada nacional, a D974, vamos entender como a Borgonha se divide. Afinal é legal se perder pelas estradas, desde que seja aquela que corta as vinhas.

A Borgonha produtora de vinhos é dividida em 5 zonas principais chamadas de Côtes – encostas: Côte Chablisien, Côte de Nuits, Côte de Beaune, Côte Chalonnaise, Côte Mâconnais.

A Côte de Beaune faz parte dos sonhos de consumo dos amantes de vinhos, juntamente com a Côte de Nuits. Juntas elas são chamadas de Côte d’Or, que é o coração pulsante da Borgonha.

 A Côte de Beaune se localiza ao sul da Côte de Nuits, tem o dobro do tamanho de sua vizinha, sua produção é maior, possui 4.752 hectares de vinhas, 20 apelações comunais, 325 premiers crus e 8 grands crus. Ela se estende desde a vila de Ladoix-Serrigny até Maranges, cobrindo as comunas de Ladoix, Pernand-Vergelesses, Aloxe-Corton, Savigny-lès-Beaune, Chorey-lès-Beaune, Beaune, Pommard, Volnay, Monthélie, Saint-Romain, Auxey-Duresses, Meursault, Puligny-Montrachet, Chassagne-Montrachet, Saint-Aubin, Santenay, Dezize, Sampigny e Cheilly-lès-Maranges.

Enquanto na Côte de Nuits a produção é quase em sua totalidade de Pinot Noir, a Côte de Beaune ela é mais equilibrada. Além de ser geograficamente maior, ela possui características de solos que proporcionam o cultivo tanto do Pinot Noir quanto do Chardonnay. A proporção é de 67% de vinhos tintos e 33% de vinhos brancos.

Mas por que as pessoas falam que a Côte de Beaune é famosa pelos vinhos brancos?

A resposta é simples: é na Côte de Beaune que temos os vinhos brancos mais elegantes e finos do mundo, cujas apelações são concentradas em 3 vilas limítrofes e na Colina de Corton. 

A famosa Colina de Corton se estende entre três vilas, Aloxe-Corton, Pernand-Vergelesses e Ladoix, e nela há o cultivo tanto de Pinot Noir quanto Chardonnay, que é geralmente no alto da colina. E o que mais chama a atenção, além é claro da sua bela paisagem, são os o 3 Climats de Grands Crus: 

  • Corton:  tinto e branco; 
  • Corton-Charlemagne : branco ;
  • Charlemagne : branco ;

Excluindo Chablis Grand Cru, Corton-Charlemagne é a maior parcela de Grand Cru branco na Borgonha.

Os vinhos brancos de grande reputação mundial vêm de três pequenas vilas produtoras: Meursault, Chassagne-Montrachet e Puligny-Montrachet.

Meursault é a maior área produtora com 449.69 hectares, sendo 18 parcelas de vinhas classificadas em Premier Cru. Apesar de não possuir nenhum climat de Grand Cru, seus vinhos brancos Premier Cru ou villages são de ótima reputação no mercado, sendo alguns Premiers Crus considerados por muitos como Grands Crus. Hoje, a apelação Meursault é reconhecida por ser um vinho rico (entenda como amanteigado, untoso) e mineral, graças a alguns domaines que deixam a mineralidade do terroir se exprimir. Suas parcelas mais famosas em qualidade são: Les Perrières, Les Genevirières e Les Charmes. Em Meursault também encontramos vinhos tintos.

Chassagne-Montrachet é considerada uma apelação entre Meursault e Puligny-Montrachet, ou seja, nem tão rica quanto Meursault e nem tão precisa quanto Puligny. Ela possui 3 Grands Crus, entre eles: Criots-Bâtard-Montrachet, Le Montrachet e Bâtard-Montrachet. Ela possui também 19 Premiers Crus, sendo os melhores Morgeots, Caillerets, Ruchottes, Chaumées e La Boudriotte. É também em Chassagne que encontramos a maior quantidade de vinhos tintos entre as 3 vilas. 

Puligny-Montrachet é reputada por ser a essência de vinhos brancos da Borgonha. Com 17 climats Premiers Crus e 4 Grands Crus ela consegue selar uma combinação única e sublime: mineralidade marcante, precisão nas frutas, equilíbrio, finesse e uma firme espinha dorsal. É comum que seus vinhos tirem o fôlego de muitos experts pelo mundo. As melhores parcelas de Premier Cru são: Les Pucelles, Le Cailleret, Les Demoiselles, Les Combettes e Folatières. Os seus 4 Grands Crus são: o icônico e considerado o melhor vinho branco do mundo Le Montrachet (dependendo é claro do produtor), o Chevalier-Montrachet considerado o segundo melhor, Bâtard-Montrachet e o Bienvenues-Montrachet. Uma curiosidade importante: os climats Le Montrachet e Bâtard-Montrachet se estendem entre duas vilas, Chassagne e Puligny.

As vilas próximas a Meursault, Puligny e Chassagne também se beneficiam de um ótimo terroir, como Saint-Aubin, Auxey-Duresses e Saint-Romain. Todas produzindo vinhos de excelente qualidade.

A Côte de Beaune também possui vinhos tintos com características mais leves do que a Côte de Nuits. São mais frutados puxando para frutas vermelhas como morango e framboesa o que os difere dos vinhos tintos da Côte de Nuits que são mais austeros, sendo frutados mais para frutas negras, aromas mais animais e com mais persistência. O motivo dessa diferença é o tipo de solo da Côte de Beaune, que é um solo mais rico em calcário e mais propício ao bom cultivo do Chardonnay do que na Côte de Nuits. Vinhos tintos de Pommard e Volnay são muito bem respeitados e apreciados. Pommard é considerado de um modo geral mais austero e rústico e Volnay é a epítome da elegância na Côte de Beaune. Os 42 climats Premiers Crus da vila de Beaune adicionam uma grande diversidade à conta.

A Côte de Beaune proporciona um gostoso passeio pelo mundo do vinho e com muita variedade. É uma micro região perfeita para os amantes de vinhos. A elegância e finesse agradam a todos os paladares. E para aproveitarmos a nossa viagem pela Côte de Beaune, vamos nos imaginar numa bicicleta percorrendo a ciclovia entre as vinhas com algumas garrafas de vinho na mochila! 

Sejam bem vindos à Côte de Beaune!

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