Régionale, Village, Premier Cru e Grand Cru: Conheça as denominações dos vinhos da Borgonha

“Na Borgonha quando falamos de um Climat, não levantamos os olhos ao céu, mas os baixamos para a terra”.

 

Essa frase do presidente do comitê de apoio da Associação para a inscrição dos Climats do Vinhedo da Borgonha ao Patrimônio Mundial da Unesco, Bernard Pivot, resume bem a importância do solo para os vinhos da Borgonha.

É ele, inclusive, o responsável por denominar a garrafa.

As denominações de origem são um sistema de classificação que assegura a procedência geográfica da bebida. Também confirma que o vinho carrega as características próprias do terroir e que a sua produção segue as práticas de viticultura regulamentadas pela legislação vigente. Na França, a AOC (Appellation d’Origine Contrôlée) é quem certifica a origem da garrafa. O controle é rigoroso e exige também que a densidade, volume total produzido, uvas e trabalho de produção estejam de acordo com as especificações do órgão.

As classificações se distinguem entre Grand Cru, Premier Cru, Village e Régionale. Se você é um apreciador dos grandes vinhos da Borgonha, já deve ter se deparado com esses termos em alguns rótulos, certo? Mesmo que existam diferenças significativas entre as denominações, ter alguma delas constando na garrafa é sinal de qualidade e de uma ótima experiência.

 

Régionale, Village, Premier Cru e Grand Cru: conheça as denominações

A Borgonha é uma das mais celebradas regiões vinícolas do mundo pela personalidade e elegância de seus vinhos. Não há dúvida que aqui há um terroir único e, praticamente, só nele é possível à Pinot Noir e à Chardonnay, suas duas castas principais, atingir tal nível de excelência. Para tanto, o fator humano é imprescindível. Talvez, mais do que em qualquer região do planeta. 

As classificações se distribuem entre 2% de Grand Crus; 45% de Premier Cru e Village e 53% Régionale, sendo 84 denominações de vinhedos. A Borgonha representa 23% de todos os AOCs atribuídos aos vinhos franceses.

Um conceito importante que os produtores da Borgonha levam muito a sério é a noção de terroir, palavra francesa que exprime todo um conjunto de fatores que contribui para a personalidade de um vinho. A tendência é, num primeiro momento, traduzi-la como terreno, mas é bem mais do que isso. Um grande vinho é diferenciado, tem um caráter único que o distingue dos demais. Ele provém de um vinhedo que expressa o solo, o micro-clima, a topografia do terreno, da insolação daquela área bem definida onde as parreiras desenvolvem seus frutos e da indispensável influência do homem. Ou seja, são características muito específicas daquela parcela e que mesmo o vizinho não tem igual. Cabe ao homem extrair todos esses fatores, verdadeiras dádivas, e representá-los integralmente sob a forma de vinho.

Por este motivo, as classificações são tão rigorosas: para certificar uma produção, esta precisa provar o respeito às características do climat. Abaixo, entenda melhor as denominações.

 

Régionale

Na região, das 84 denominações, apenas 7 vinhedos recebem essa classificação, que você identifica no rótulo pela palavra “Bourgogne”. Esses podem ser considerados o ponto de entrada para o mundo dos vinhos, uma vez que é uma classificação mais simples, referindo-se a uvas colhidas em território da Borgonha em locais delimitados.

Pode denominar a casta, o método de elaboração ou uma sub-região.

 

Village

Também chamado de classificação comunal, aqui a garrafa leva o nome do vilarejo produtor. São 44 denominações Village para vinhos feitos com uvas combinadas e em variados vinhedos. Esses vinhos são de qualidade superior, embora relativamente mais baratos e correspondem a 34% da produção anual da Borgonha.

 

Premier Cru

Produzidos a partir de parcelas únicas de terra, precisamente delimitadas dentro de um vilarejo. Sim, estamos falando dos climats. No rótulo, o nome do local é seguido pelo nome da parcela de terra onde as uvas foram cultivadas. Na Borgonha, os Premier Crus correspondem a 11% da produção anual e são fruto de um climat certificado e reconhecido como potencial produtor de grandes vinhos.

 

Grand Cru

Nesta categoria, temos a elite dos vinhos borgonheses. Apenas 33 deles recebem essa denominação que, obrigatoriamente, deve constar na garrafa. Nos tintos, a classificação Grand Cru deve ser seguida do nome do climat de origem. Na Côte de Beaune, existem 8 Grands Crus: Bâtard-Montrachet, Bienvenues-Bâtard-Montrachet, Charlemagne, Chevalier-Montrachet, Corton-Charlemagne, Corton, Criots-Bâtard-Montrachet e Montrachet.

Na Borgonha, 550 hectares de vinhedos são dessa classificação, o que representa apenas 2% da área total de vinhedos da região. Sinônimo de sofisticação e exclusividade, os Grands Crus devem ser apreciados em ocasiões excepcionais.

 

O sistema de classificação da AOC pretende criar uma hierarquia entre as denominações. Entretanto, isso não significa menos qualidade em um Village que em um Premier Cru, uma vez que ostentar a certificação no rótulo é sinal de que a produção obedece às regras de vinificação e, desta forma, tem qualidade incontestável. Entretanto, é fato que alguns climats oferecem melhores condições para garrafas excepcionais.

 

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