Como escolher o vinho certo?

Como escolher o vinho certo: o que considerar na hora da compra?

Ocasião, cor e garrafa: você sabe o que considerar na hora de escolher o vinho? Saiba porque esses e outros aspectos são importantes no momento da compra.


Por mais experiente que seja o apreciador, é natural ver-se perdido entre tantos rótulos disponíveis em adegas e casas especializadas. Escolher o vinho certo, realmente, não é uma tarefa fácil. A primeira dica é confiar na sua importadora, escolher um bom vendedor ou um bom sommelier, onde tenha um armazenamento confiável, e boa rotatividade de produto. 

Na falta de um profissional, existem vários componentes que influenciam na escolha: o paladar, a ocasião, o preço, a safra, a uva.

Da mesma maneira que uma bebida de qualidade eleva os momentos de apreciação, uma garrafa mal escolhida pode colocar muito a perder. 

Para partir com o pé direito é importante que você conheça o seu estilo de vinho, ou seja, que você saiba do que você gosta, sem excluir que o barato de comprar vinho é também procurar novidades para afinar o paladar.


1. O vinho certo para a ocasião

O ponto de partida para a decisão do vinho ideal começa pela definição da ocasião: você o deseja para o seu dia a dia, um jantar entre amigos, uma celebração romântica ou uma degustação às cegas? Independente de qual for, saiba que existe vinho certo para o momento certo.

Para o dia a dia a escolha será para um vinho de custo não excessivo, de corpo leve e de fácil harmonização.

Para um jantar especial temos que pensar nos pratos servidos e ao nível de conhecimento dos convidados. Acertar na harmonização ajuda muito também na tarefa de acertar o paladar dos convidados, conseguindo valorizar o vinho com o prato ou vice-versa já garante uma grande satisfação a mesa.

A regra em resumo é, prato leve e delicado, vinho leve e delicado. Prato bem temperado ou com muito sabor, vinho bem encorpado e com boa concentração. O Importante é criar um equilíbrio entre prato e vinho. Nessa tarefa, a descrição de algumas uvas abaixo pode ajudar.

Se o vinho for para presente, a escolha é sempre certa com um champagne.


2. As uvas

As uvas e a procedência das uvas, têm grande relevância na estrutura do vinho.

Sauvignon Blanc, Viognier, Pinot Grigio são uvas para vinhos brancos mais leves, mais frescos.

Com boa acidez e muita fruta. Esses vinhos são para ser tomados em um prazo de aproximadamente 3 ou 4 anos a partir da data da colheita.

São esses os vinhos ótimos para entradas leves, aperitivos e pratos delicadamente temperados.

A Chardonnay é uma uva que, dependendo do lugar de procedência, produz vinhos brancos e espumantes com boa estrutura, boa concentração e um potencial de guarda que pode chegar a 6/8 anos a partir da data da colheita. Falando em harmonização, aqui podemos arriscar com algumas carnes brancas, queijos cremosos ou massa e risotos um pouco mais condimentados.

Cabernet Sauvignon, Malbec, Sangiovese, Syrah são uvas tintas para vinhos estruturados, de bom corpo e boa persistência na boca. A longevidade desses vinhos depende muito da região, mas essas são uvas de bom tempo de guarda. Pensando em harmonização, esses são os vinhos que aguentam melhor carnes assadas, queijos curados, massas com molhos mais fortes.

A Pinot Noir é uma uva que, ao mesmo tempo, pode dar vida a vinhos leves ou vinhos mais encorpados, mas sem dúvida sempre serão vinhos de muita fineza e de fácil harmonização.

O champagne também é considerado onipresente. Embora bastante remetido aos brindes e datas festivas, sua suavidade e frescor são muito bem-vindos em todas as ocasiões.


3. A aparência da garrafa

O aspecto visual da garrafa pode dizer muito sobre o vinho. Não falamos apenas do design atraente dos rótulos, mas das condições físicas da rolha, do lacre, do nível e da cor do líquido.

No caso da garrafa transparente, comumente utilizada para vinhos brancos e rosés, permite visualizar-se a cor do vinho, puxa ao dourado ou a uma cor mais escura, isso pode indicar um mal armazenamento ou uma eventual oxidação devida ao contato com o ar, esse seria um sinal de defeito.

A cápsula ou o rótulo manchado, ou a rolha rebaixada ou levantada, podem indicar um vazamento ou uma indesejada refermentação do vinho, também garrafas com essas imperfeições têm que ser descartadas. Sempre pelo rótulo podemos prestar atenção na safra do vinho, um vinho com preço muito baixo, com mais de 5 anos de idade, pode ter muita chance de ser um vinho evoluído demais e sem frescor.

Escolher o local de aquisição da garrafa também pode influenciar nesse encontro. Procure por casas especializadas onde seja possível conversar com alguém especializado no assunto.


Continue acompanhando o blog da Anima Vinum para mais artigos relacionados a esse rico universo. Aproveite e conheça a seleção feita por verdadeiros descobridores de vinhos elaborados por pequenos produtores, conhecidos como “vignerons récoltants”. Acesse e leve essa experiência à sua taça.

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