Domaine Arnoux Père et Fils

4 terroirs – Domaine Arnoux Père et Fils – Por Jorge Lucki

Terroir é uma palavra francesa, utilizada mundo afora, que exprime todo um conjunto de fatores que contribui para a personalidade de um vinho. A tendência é, num primeiro momento, traduzi-la como “terreno”, mas não é. É muito mais do que isso. Um grande vinho é diferenciado, tem um caráter único que o distingue dos demais. Ele provém de um vinhedo que expressa o solo, o microclima, a topografia do terreno e a insolação daquela área bem definida onde as parreiras desenvolvem seus frutos. 

Ou seja, são características muito específicas daquela parcela e que mesmo o vizinho não tem igual. Cabe ao homem extrair todos esses fatores, verdadeiras dádivas, e representá-los integralmente sob a forma de vinho. 

Essas características ficam bem claras quando um bom produtor tem vários vinhedos e tem a extrema preocupação de produzir vinhos distintos que exprimam fielmente sua origem.

É o que se constata nos vinhos do Domaine Arnoux Père et Fils, vinícola conduzida pela mesma família há três gerações – a 4ª já está assumindo algumas funções. Cada uma das parcelas que compõem os 20 hectares de vinhas espalhadas por vilarejos vizinhos logo ao norte da cidade de Beaune, resulta em vinhos distintos, guardando seu caráter e identidade, o DNA de seus terroirs.

Como exemplo prático, vale pegar 4 rótulos diferentes, vindos de vinhedos distantes poucas centenas de metros entre si e todos da mesma safra.


Fonte: Bureau Interprofessionnel des Vins de Bourgogne (BIVB) e Domaine Arnoux


  1. Chorey-Lès-Beaune Les Beaumonts 2015: situado na zona mais baixa da encosta, é um vinho que ressalta as qualidades básicas da Pinot Noir, com frutas frescas e taninos leves;
  2. Aloxe Corton Les Chaillots 2015: com solos mais densos, pedregosos e topografia que permite uma exposição ao sol plena, o Aloxe Corton já tem mais estrutura e taninos um pouco mais presentes, sem perder a elegância; 
  3. Savigny 1er Cru Les Vergelesses 2015: situado numa encosta mais íngreme e exposto a sudeste, com solos arenosos e calcários, tem um terroir mais privilegiado (é um 1er cru), o que explica sua maior presença na boca, com taninos firmes, bem integrados e uma importante sensação de frescor;
  4.  Corton Grand Cru Le Rognet 2015: não é um Grand Cru por acaso. É mais concentrado e complexo, com todos seus componentes (corpo e taninos) num patamar superior em perfeito equilíbrio.

Confira os rótulos do Domaine Arnoux Père et Fils disponíveis na Anima Vinum: https://bit.ly/ArnouxPereEtFils

Por Jorge Lucki

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